Com a força da técnica

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Primeiro jogo da época relativamente equilibrado, com momentos de pura emoção e outros a roçar o ridículo. Foi com a força da técnica. Ou será técnica da força? O melhor é perguntar ao Gabriel Alves onde estará mesmo esta diferença, pois o que importa agora é reforçar o momento que vai ficar para a história. O Bermache ganhou porque apresentou jogadores melhores dotados tecnicamente, enquanto aos Cascões sobrou transpiração e pouca inspiração. Claro que a vantagem numérica da equipa visitante também fez a sua diferença. Com mais um elemento deu para descansar um pouco e foi no desgaste físico que os Cascões acabaram batidos inapelavelmente. Basta apreciar a marcha do marcador para se perceber a evidência. Ao intervalo só um golo de diferença, por sinal um belo chapéu de Bessa, que apanhou Kiko Mendes ainda a dormir na forma, ele que depois se transformaria no MVP da partida, ao efectuar, pelo menos, seis defesas de elevado calibre. Depois, a resposta de raça e querer dos bravos Cascões, a equipar de vermelho, mas muito longe de exemplicar as transições ofensivas do Benfica de Jorge Jesus. O momento do 3-3 é, claro, para destacar. Toninho Metralha fez uso ao nome e puxou da culatra atrás para um tiro indefensável ainda antes da linha do meio-campo. O problema, na perspectiva dos Cascões, foi o desgaste, físico e psicológico. Os jogadores do Bermache, feridos no seu orgulho, dispararam no marcador e foi uma festa até ao fim, desnivelando um marcador que, como é óbvio, esteve bem nivelado. Por fim, a referência para outro aspecto decisivo: como não havia árbitro, a segunda parte teve mais de 10 minutos de compensações e foi nessa fase que surgiram os últimos quatro golos dos visitantes…

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