A crónica cheia de notas
Uma crónica descritiva que dispensa a habitual apreciação individual. É uma espécie de um com dois, começando pela explicação óbvia: de cada vez em que se aborda um protagonista, surge a respectiva nota. Portanto, todos vão ter direito à sua frase. Ficou assim:
A abertura do marcador foi na… própria baliza. Pedro Paplas (4) cortou para as suas redes o cruzamento de Noémio Milhazes (3) e a Quinta da Comichão iniciou o jogo em vantagem, mas não imaginava o que o Esgravatadouro tinha reservado…
De facto, a equipa visitante partiu na louca busca pelo resultado e, no minuto imediato, Paulo Valente (4) terminou uma louca correria pela direita com um potente remate sem dar hipóteses a Adriano Kahn (5). Ainda por cima, Toninho Metralha (3), em cinco minutos, ampliou o marcador com dois tiros certeiros e o escândalo pairou quando Zé Manel (3) fez o quarto golo e logo a seguir Barcelos (3) dilatou para um 1-5 que cheirava nitidamente a goleada. Adormecida com este vendaval de finalização, os homens da Quinta coçavam-se como que a tentar perceber se era sonho ou realidade, mas Paulo Silva (5) “inventou” uma grande penalidade para diminuir a diferença, respondendo aos dois penaltys que Zé Manel “sacou”, mas só um foi marcado e… desperdiçado!
Era a prova que Adriano, que defendeu esse tal penalty, estava inspirado como nunca, apesar de ainda sofrer mais um golo antes do intervalo, através do incansável Pedro. Com 2-6 no tempo de descanso, o início da segunda parte virou pesadelo para os visitados. Toninho Metralha fez mais um e Paulo Milde (5) lá marcou o seu primeiro tento da época, num belo remate de primeira e cumprindo a missão que lhe estava destinada. O jogo, já se percebeu, estava a correr demasiado mal para a Quinta da Comichão, que ainda ficou sem Manel Cantona (2), devido a lesão muscular, para o segundo período, mas Paulo Silva era um dianteiro inspirado e marcou dois golos de rajada. Isto já depois de Sérgio Bessa (3) ter feito o habitual gosto ao seu pé esquerdo e de Zé Manel ter também marcado na própria baliza. Ou seja, o Esgravatadouro já “só” tinha dois golos de vantagem (6-8) por esta altura, mas os seus jogadores haviam marcado uma… dezena!
O que valeu aos visitantes é que Paulo Valente estava sedento de facturar e acabou com a ainda possível reacção do adversário, confirmando uma vitória que nunca esteve em causa e que só foi ainda amenizada com mais um grande golo de Sérgio Bessa, num chapéu do meio-campo ao infeliz e improvisado guarda-redes Nuno Mendez (4). No final, grande fair-play e o reconhecimento dos defesas Noémio e Nuno Santarém (3) ao poder do adversário, enquanto Kiko Mendes (2) ainda colocava as mãos na cabeça para tentar perceber como ele e Carlos Valente (2) falharam golos tão fáceis. Desta vez, Hélder Teixeira (2) conformou-se com o resultado, enquanto Alex Gomes (2) dizia alto e bom som: “Ups, já sei a razão da minha classificação ser tão boa para meu espanto. A minha equipa joga muito e consegue corrigir os meus erros defensivos…”
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