Com sabor agridoce a triunfo
Ponto prévio: A pedido de muitas famílias que gostam de ver os nomes dos nossos atletas assim todos juntinhos numa crónica mais descritiva, aqui vai a desta semana. Como sabem e se não sabem já deviam saber, pois já foram publicados a antevisão do jogo e respectiva ficha, trata-se de um emocionante Pedaço Mau-Pés Escaldados, que terminou empatado a três bolas.
Crónica propriamente dita:
Tudo começou com um grande golo de cabeça de Toninho Metralha (4), com o avançado dos visitados a responder bem ao cruzamento de Barcelos (4). Hélder (3) ainda saltou, mas não chegou à bola, num início ingrato para quem tanto correu e lutou durante todo o jogo. Em vantagem no marcador a equipa orientada pelo incansável míster Paulo Milde (4) organizou-se na defesa, mas não aguentou muito tempo, pois Bessa (4) aproveitou um mau alívio de Kiko Mendes e restabeleceu o empate com um belo remate em arco quase do centro do terreno. Kiko Mendes (5), assinale-se, redimiu-se bem dessa falha e fez provavelmente o seu melhor jogo da temporada, aplicando-se em todos os lances com alma e coração. A nota que lhe é atribuída não tem nada a ver com o facto de Kiko ser irmão de sangue do cronista do reino, para que fique registado, mas isso teve naturalmente a sua influência…
Prosseguindo a descrição absoluta de um grande jogo, resta referenciar que até ao intervalo houve ainda mais dois golos. Paulo Silva (4), quem mais haveria de ser, aproveitou da melhor maneira uma bola perdida na área que Pedro Paplas (3) e Alex Gomes (3) não conseguiram aliviar, colocando os visitantes em vantagem. Foi também por pouco tempo, já que Rui Pedra (5), o MVP do jogo, partiu como uma flecha num contra-ataque e aproveitou a assistência em forma de remate de Metralha. Era o 2-2 e sem grande polémica pelo meio, sinal de que os jogadores estavam mesmo mais interessados em queimar gorduras e competir de forma bem saudável.
Na baliza do Pedaço Mau, João Kasymyro (4) dava tudo o que tinha, mesmo sofrendo com a maldita asma que o obrigou a levar a “bomba” para o relvado sintético da Academia da Bola. O guardião só não defendeu mais um grande remate de Bessa, um mestre neste capítulo, o que levou o jogo para uns emocionantes 15 minutos de pura adrenalina. A tentar empurrar a sua equipa para a frente, Nuno Mendez (3) começou a sobressair no flanco direito, mas os defesas-centrais Noémio Milhazes (3) e Nuno Santarém (3) estavam a dar conta das encomendas. Barcelos ainda desperdiçou uma boa oportunidade, só que seria mais uma das suas peculiares arrancadas a dar origem ao golo do empate final. Toninho Metralha aproveitou a sobra e “pumba que vai disto” para dentro da baliza de Adriano Kanh (4), um guarda-redes “master” cada vez mais em forma. Antes do apito final, Paulo Valente (3) ainda arrancou em esforço pela direita, mas quem ficou com os Pés Escaldados de tanto correr foi Zé Manel (3), que se mostrou resignado com o resultado em declarações ao batalhão de jornalistas presentes. O atleta estava tão cansado que só conseguiu tecer uma declaração e de forma repetida: “Foi justo, foi justo!”


















