Sagres quase a bater no Zero!
Em cima: Miguel Teixeira, Jorge Buda, Vicente e Nuno Moska
Em baixo: Alex Pires, Miguel Pequeno, Pi e Álvaro Cueca
APRECIAÇÃO GLOBAL
Depois de 14 golos sofridos nos dois primeiros jogos ainda foram a tempo de agarrar o terceiro lugar, com um triunfo no derradeiro encontro que, provavelmente, foi o mais emotivo do Torneio. A equipa da Sagres segurou-se na última exibição, mas esteve quase a bater no… Zero!
APRECIAÇÃO INDIVIDUAL
Miguel Teixeira (3) – Compreensivo com a irritação dos colegas de equipa fez o que lhe competia e procurou, acima de tudo, aproveitar o momento para se divertir, fugindo para o seu recanto até nos intervalos da chuva…
Jorge Buda (3) - Defesa-central de respeito com um início a denotar dificuldades de adaptação. Aos poucos, foi percebendo as movimentações de companheiros e adversários, acabando o Torneio em bom plano.
Vicente (3) – Um bom lateral e para reavaliar numa próxima oportunidade. Tem o mérito de raramente complicar e só demorou a perceber o que a equipa precisava dele, mas também foi a tempo de ajudar para a vitória no terceiro jogo.
Nuno Moska (4) – Simpático e afável. Um jogo para esquecer e outro memorável. Mas atenção que não é fácil levantar a confiança após sofrer uma dezena de golos como lhe aconteceu na segunda partida, frente à grande equipa do Carpe Diem. Respondeu de raiva e com classe, efectuando as duas melhores defesas do certame ao evitar dois golos já cantados da Ala Norte. Notou-se que estava de orgulho ferido e essa é a melhor de encarar o jogo, dando chapadas em quem tanto o tinha criticado, principalmente os companheiros, na partida anterior. O 3.º lugar também é muito dele…
Alex Pires (4) – Nota-se que tem futebol nos pés e que aprendeu muito quando alinhou na mesma equipa de Toninho Metralha no… Boavista e em 1984! Longe vão os tempos e permanecem as virtudes. Marcou um golo e esteve quase a marcar outro, dando o seu contributo para uma prestação colectiva até bem positiva.
Miguel Pequeno (4) – O craque da equipa com três golos acumulados no Torneio, dois deles no jogo que ditou o 3.º lugar, provavelmente o melhor do evento. Tem uma finta difícil de adivinhar e teve a coragem de vir para o sintético com sapatilhas de futsal e em dia de intenso temporal. Se alguém escorregou foram mesmo só os adversários…
Pi (4) – O jogador-revelação para quem não conhecia a sua peculiar entrega ao jogo. Fartou-se de correr e procurou usar da inteligência para perceber onde podia ser útil à equipa. Só lhe faltou o golo, mas até teve uma grande oportunidade.
Álvaro Cueca (3) – O veterano e organizador de jogo. Enervou os companheiros porque agarrou-se demasiado à bola, como é seu timbre. Na sua imagem de marca e que lhe deu o epíteto de Cueca, procurou fazer muitas e conseguiu. Acabou expulso no último encontro por festejar o segundo golo que resolveu as coisas, mas a verdade é que já sabia que estava no programa da organização. Alguém tinha de entrar na folha disciplinar…
* Notas de 0 a 5 e passíveis de correcção após conversa com o jornalista e perto de uma caixa de multibanco…



















